Programas › Floresta e Comunidade

Estima-se que as comunidades detenham em torno de 1,2 milhão de quilômetros quadrados de florestas. Essas últimas reservam florestais em áreas públicas e privadas são estratégicas para a conservação da Amazônia. No entanto, o marco institucional desfavorável, a gestão deficiente, a falta de transparência florestal, a insegurança fundiária e a baixa capacidade técnica têm impulsionado as comunidades à ilegalidade.

É imprescindível a inclusão desses atores de forma ativa na produção florestal legalizada da Amazônia é para a conservação de seus recursos florestais e o estabelecimento de economias rurais sustentáveis e permanentes.

O objetivo deste programa é documentar, analisar e apoiar iniciativas de manejo florestal comunitário e em pequena escala na Amazônia legal. As principais atividades são:

Consórcio Comunidades e Florestas. O objetivo desta atividade é integrar informações sobre ecologia e técnicas de manejo florestal, regularização fundiária e estudos de mercado para promover o manejo em comunidades nos municípios paraenses de Porto de Moz, Gurupá e Marabá. Este projeto realiza estudos sobre manejo e ecologia de espécies importantes para a economia das comunidades, levantamentos de mercado para produtos florestais não-madeireiros e análises e acompanhamento do processo de regularização fundiária a partir de arranjos locais das comunidades e dos programas de governos estadual (Iterpa) e federal (Incra).

Mercado comunitário. Busca melhorar a comercialização de produtos da exploração florestal comunitária na Amazônia. Para isso, são realizadas coleta de dados, análise de mercados e elaboração de um banco de dados sobre as iniciativas de manejo florestal comunitário na Amazônia legal. Essas informações servirão para incrementar as opções de comercialização de produtos florestais comunitários.

Manejo feito por pequenos produtores. Este projeto busca entender os fatores que contribuem para a adoção do manejo florestal por pequenos produtores no Brasil, Bolívia, Equador e Peru. Além disso, investiga os obstáculos enfrentados por essas iniciativas no âmbito técnico, de mercado e normativo. A meta é usar essas informações para propor políticas públicas que ampliem e efetivem a adoção do manejo florestal em pequena escala na Amazônia.

Lições sobre manejo comunitário. O objetivo deste projeto é identificar e disseminar modelos de acompanhamento técnico e gerencial para as organizações sociais e de produtores que atuam na área de manejo florestal comunitário. O projeto inclui também uma análise comparativa das experiências em curso no Brasil, Guatemala e Nicarágua. A meta é contribuir para que as comunidades tenham maior autonomia e controle sobre os seus projetos. O Imazon também promove intercâmbios regionais e internacionais para compartilhar novas formas de acompanhamento técnico e gerencial para o manejo florestal comunitário na Amazônia e América Central.

Monitoramento das comunidades tradicionais. O Imazon monitora a pressão humana sobre as áreas de comunidades tradicionais e Terras Indígenas no sul do Amazonas. O projeto prevê também a capacitação de comunidades locais no manuseio de GPS, leitura de mapas e mapeamento participativo, para o monitoramento das áreas comunitárias e terras indígenas.

Coordenação: Paulo Amaral
Equipe: Andréia Pinto, Heron Martins, Irilene Vale, Marcelo Galdino, Simone Bauch e Waldir Pinto
Colaboradores: Edson Vidal, Manuel Amaral, Erin Sills, Max Steinbrenner, Benno Pokorny e Peter Conkleton
Parceiros: IEB, Fase, Cifor, Ufra, CSF Brasil e Kanindé.
Apoio: UE, Usaid, Inco e Sebrae.