Floresta e Comunidade

As comunidades tradicionais e produtores familiares rurais ocupam em torno de 1,2 milhão de quilômetros quadrados do território da Amazônia. São cerca de 1,5 milhão de extrativistas que dependem de uma economia de base florestal fortalecida. Essas populações são importantes tanto na concepção como na implementação de políticas públicas para o desenvolvimento sustentável regional. Entretanto, apesar de alguns avanços na esfera de políticas públicas, o desenvolvimento dessas comunidades tem sido insuficiente em termos da melhoria socioeconômica e da garantia de seus territórios.
É certo que essas comunidades podem exercer um papel fundamental na conservação e uso sustentável dos recursos florestais desde que seja possível inseri-las em uma economia de base florestal sustentável. Dessa maneira, o objetivo desse programa é documentar, analisar e apoiar iniciativas de Manejo Florestal Comunitário e em pequena escala na Amazônia Legal, fortalecer mercados comunitários e promover capacitação de povos tradicionais e indígenas. As principais atividades desse programa são:
Apoio ao manejo florestal comunitário e de pequena escala
O objetivo é entender os fatores que contribuem para a adoção do manejo florestal por pequenos produtores na Amazônia. Estudam-se também os obstáculos de ordem técnica, legal e de mercado enfrentados por esse segmento. Além disso, há uma ênfase na identificação e disseminação dos modelos de acompanhamento técnico e gerencial, contribuindo para que pequenos produtores e comunidades tenham maior autonomia e controle sobre seus projetos de manejo.
Mercados de produtos florestais de origem comunitária
Nessa atividade são realizadas coleta de dados, análises de mercados e elaboração de um banco de dados com objetivo de melhorar a comercialização de produtos de exploração florestal comunitária na Amazônia. Semanalmente, os preços de diversos produtos florestais não madeireiros, tais como açaí, andiroba e copaíba são coletados em cinco cidades e divulgados na página do Imazon na internet e na Rádio Clube do Pará. Essa iniciativa tem por objetivo oferecer informações estratégicas às comunidades que vivem e dependem desses produtos, aumentando seu poder de negociação e valorizando cada vez mais a floresta.
Monitoramento colaborativo no sul do Amazonas e sul do Pará
Esse projeto monitora a pressão humana (desmatamento, estradas não oficiais etc.) sobre as áreas de comunidades tradicionais e Terras Indígenas no sul do Estado do Amazonas e sul do Estado do Pará. O projeto também realiza o treinamento dessas comunidades no manuseio de GPS, leitura de mapas e mapeamento participativo, promovendo a capacidade local para o monitoramento de áreas comunitárias e indígenas.
Lições sobre situação fundiária
O Imazon participa de projetos de planejamento, desenvolvimento e implementação de projetos de regularização fundiária de propriedades familiares no Pará. Ao Imazon cabe localizar, por imagens de satélite, os imóveis rurais e possibilitar a confecção de mapas fundiários.
Coordenação: Paulo Amaral.
Equipe: Andréia Pinto, Carlos Alexandre, Carlos Souza Jr., Izabella Paixão, Jayne Guimarães, Laize Sampaio, Marcelo Galdino e Rodney Salomão.
Colaboradores: Edson Vidal (Esalq/USP) e Manuel Amaral (IEB).
Parceiros: CSF Brasil, IEB, Imaflora, Kanindé, Rádio Clube do Pará e ACT.
Apoio: UE, Usaid, Fundo Vale e Fundo Amazônia.
