Boletim de Preços de Madeira na Amazônia (Dezembro 2009)

APRESENTAÇÃO

Este é o boletim de dezembro de 2009 gerado pelo Imazon com a colaboração de empresários do setor madeireiro da Amazônia, contendo preços médios de madeira em tora da Amazônia. Dúvidas e sugestões podem ser feitas pelo e-mail polos@imazon.org.br ou pelo telefone (91) 3249-1122.

Madeira em Tora

O preço da madeira em tora na Amazônia foi de R$ 222/m³ em dezembro de 2009. Belém teve o maior preço médio (R$ 403/m³) enquanto Costa Marques (Rondônia) e São Félix do Xingu (Pará) tiveram o menor preço médio no período (R$ 144/m³ e R$ 146/m³, respectivamente). Na Praça Manaus o número baixo de empresas em funcionamento no período de ligações não permitiu que se tivesse amostragem satisfatória para gerar os dados.

Tabela 1. Preços médios de Madeira em Tora posta no pátio - Dezembro de 2009.

Tabela 1. Preços médios de Madeira em Tora posta no pátio - Dezembro de 2009.

 

Custos de Exploração1 e Transporte

O custo de exploração de madeira em tora na Amazônia variou de R$ 30/m³ (em Cujubim/RO) a R$ 108/m³ (Belém/PA), com média de R$ 55/m³ (Tabela 3). Quanto à distância de transporte de toras, Belém compra madeira de regiões muito distantes (723 quilômetros). Entretanto, o custo do metro cúbico por quilômetro é o mais barato da Amazônia, pois a maioria do volume transportado é realizada por meio de balsas (Transporte Fluvial).

Índice de Preços de Madeira em Tora

Os preços de madeira em tora, posta no pátio, na Amazônia tiveram queda de 2,5%, em relação ao mês de novembro de 2009. A praça Apuí foi a que teve maior aumento nos preços no período, com variação de 14,5%. A maior baixa de preços foi na praça Belém-Brasília (-15,8%) (Figura 1).

Tabela 2. Custos médios de exploração e transporte de madeira em tora e distância média de transporte  nas praças madeireiras na Amazônia - Dezembro de 2009.

Tabela 2. Custos médios de exploração e transporte de madeira em tora e distância média de transporte nas praças madeireiras na Amazônia - Dezembro de 2009.


Figura 1: Índice de preços de madeira em tora nas Praças madeireiras da Amazônia Legal (dezembro de 2009).
Figura 1: Índice de preços de madeira em tora nas Praças madeireiras da Amazônia Legal (dezembro de 2009).

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1 Entende-se como custos de exploração o valor pago para a extração da madeira na floresta até o carregamento em veículo de transporte. O custo de exploração inclui os gastos com a derrubada, com o arraste até o pátio principal e com o carregamento em veículo destinado ao transporte. O frete é o valor pago para transportar a madeira em tora desde o pátio de carregamento na área de extração até o pátio de processamento na empresa madeireira.

 

Métodos

Os dados são coletados por ligações telefônicas ou correio eletrônico para os empresários e gerentes de empresas madeireiras. No caso deste boletim (dezembro/2009), o período de entrevistas ocorreu entre 04 e 15 de Janeiro de 2010 (ao todo, 10 dias úteis). Foram coletados preços de madeira em tora posta no pátio e preços livres de frete no caso da madeira serrada não beneficiada. Vale lembrar que os preços coletados são referentes a dezembro de 2009. Outras informações adicionais coletadas com os informantes são os custos de exploração florestal e de transporte de toras (entre as áreas de extração e o pátio das serrarias), além da distância de transporte.

As principais espécies florestais utilizadas atualmente pelo setor madeireiro, cujos preços foram coletados durante o levantamento, foram agrupadas em três classes de valor: alto, médio e baixo. As madeiras consideradas como alto valor, tipicamente, pertencem a espécies bastante valorizadas nos mercados de exportação como madeira serrada e beneficiada, como o cedro, a itaúba e o ipê. As espécies de médio valor, geralmente, são madeiras serradas comercializadas no mercado interno, como o jatobá, a maçaranduba e o angelim-pedra. Madeiras serradas menos conhecidas e madeiras brancas são tipicamente classificadas como de baixo valor, como o amapá, o paricá e a oiticica (Quadro 1).

 

Contatamos 131 empresas madeireiras distribuídas em 15 praças (ou regiões de referência) nos Estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Rondônia, Roraima e Pará (Figura 1).

 

Quadro 1. Principais espécies das classes de Alto, Médio e Baixo Valor.

Alto Valor

Tabebuia sp.: Ipê-amarelo/Ipê-roxo

Cedrela odorata: Cedro/Cedro-vermelho

Mezilaurus itauba: Itaúba

 

Médio Valor

Cordia goeldiana: Freijó

Dinizia excelsa: Angelim-pedra/Faveira-ferro

Dipteryx odorata: Cumarú

Erisma uncinatum: Cambará/Cedrinho

Goupia glabra: Cupiúba

Hymenaea courbaril: Jatobá

Manilkara huberi: Maçaranduba

Apuleia leiocarpa: Amarelão

Bagassa guianensis: Garrote/Tatajuba

Jacaranda copaia: Caroba/Parapará

 

Baixo Valor

Anacardium sp.: Caju/Cajuaçu/Cajueiro

Brosimum parinarioides: Amapá

Carapa guianensis: Andiroba

Caryocar glabrum: Piquiarana

Ceiba pentandra: Sumaúma/Barriguda

Copaiferasp.: Copaíba

Enterolobium schomburgkii: Fava-orelha-de-macaco

Hura crepitans: Assacú

Schizolobium amazonicum: Bandarra/Paricá

Simarouba amara:Caxeta/Marupá

Parkia sp.: Fava/Faveira/Rabo-de-arara

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